Seu potenciômetro está com chiado, falhando, com o eixo quebrado ou você precisa substituir uma peça e não sabe qual modelo escolher?
É comum encontrar opções como A250K, A500K, B250K, eixo curto, eixo longo, tambor grande ou pequeno e ficar em dúvida sobre qual delas realmente serve no instrumento.
Você não precisa entender de eletrônica para começar.
Neste guia, vamos ajudar você a entender as principais diferenças entre os potenciômetros e encontrar a opção correta para sua guitarra ou contrabaixo.
Se o instrumento funcionava normalmente e o potenciômetro começou a apresentar chiado, falhas, desgaste ou quebrou, não comece tentando descobrir qual potenciômetro seria “melhor”.
Primeiro, observe a peça que já está instalada.
Procure alguma inscrição na parte traseira do potenciômetro, como:
• A250K
• A500K
• B250K
• B500K
• 25K
• 50K
• 100K
Encontrou? Ótimo. Guarde essa informação.
Não encontrou ou a inscrição está apagada? Sem problema. A marca e o modelo exato do instrumento também podem ajudar na identificação.
Essa é uma das primeiras características físicas que você deve observar.
Se o potenciômetro atravessa um escudo, placa de controle ou outra superfície fina, normalmente utilizamos um modelo de eixo curto.
Essa instalação é comum em instrumentos como Stratocaster, Telecaster, Jazz Bass e Precision Bass.
Se o potenciômetro atravessa diretamente a madeira do corpo, pode ser necessário um modelo de eixo longo.
Nesse caso, o eixo precisa atravessar a espessura da madeira e ainda permitir a instalação da porca de fixação.
Por isso, não escolha somente pelo modelo da guitarra ou contrabaixo. Observe também como o potenciômetro é instalado no instrumento.
Vamos usar A250K como exemplo.
A informação pode ser dividida em duas partes:
• A = tipo de curva do potenciômetro
• 250K = valor da resistência
Na linha Alpha Korea trabalhada pela Garage Music:
• A – Logarítmico
• B – Linear
• C – Reverse Log
Portanto, A250K é um potenciômetro logarítmico de 250K.
250K e 500K não significam melhor ou pior. São valores diferentes utilizados de acordo com o circuito do instrumento.
Como referências tradicionais, encontramos com frequência:
• 250K em muitos circuitos passivos com captadores single coil
• 500K em muitos circuitos passivos com captadores humbucker
Mas isso não é uma regra obrigatória. Existem instrumentos e projetos que utilizam outras combinações.
Se você está apenas substituindo uma peça e deseja manter a configuração original do instrumento, o melhor ponto de partida é utilizar o mesmo valor do potenciômetro que já estava instalado.
A troca pode alterar a resposta do circuito.
De forma simplificada, valores maiores de potenciômetro normalmente carregam menos o captador e tendem a preservar mais altas frequências.
Por isso, 250K e 500K não devem ser tratados como níveis de qualidade. Eles fazem parte das características elétricas do circuito.
Se o objetivo é apenas substituir uma peça com defeito e preservar a configuração do instrumento, mantenha o valor original.
Não obrigatoriamente.
Valores como 25K, 50K e 100K podem aparecer em diferentes circuitos ativos de guitarras e contrabaixos, mas a presença de uma bateria de 9V não determina sozinha qual valor deve ser utilizado.
Se você consegue visualizar a inscrição da peça original, utilize esse valor como referência para a reposição.
Se a identificação estiver apagada ou não for possível acessar a peça, a marca e o modelo exato do instrumento podem permitir a pesquisa da configuração, do circuito ou de diagramas disponíveis.
É uma aplicação muito comum.
A curva logarítmica é bastante utilizada em aplicações de áudio e aparece frequentemente nos controles de Volume de guitarras e contrabaixos.
Por isso é comum encontrar A250K ou A500K utilizados como Volume.
Mas A não significa obrigatoriamente Volume. Existem diferentes projetos de circuito.
Em uma reposição, preservar a curva original é o caminho mais seguro quando a intenção é manter o comportamento do instrumento.
Também é uma aplicação comum, mas não uma regra.
No potenciômetro linear, a resistência varia de maneira aproximadamente proporcional ao movimento do eixo.
Potenciômetros do Tipo B podem ser encontrados em controles de Tone, Volume e outras funções, dependendo do circuito.
Por isso, evite utilizar como regra absoluta:
• A = Volume
• B = Tone
A letra identifica a curva do potenciômetro, e não obrigatoriamente sua função.
Não.
O Tipo C possui uma curva logarítmica reversa, conhecida como Reverse Log.
Ela pode ser utilizada em determinadas configurações para instrumentos de músicos canhotos e também em outras aplicações específicas.
Por isso, C não significa simplesmente “potenciômetro para canhoto”.
Também é importante saber que inverter os fios de um potenciômetro A pode alterar o sentido de funcionamento, mas não transforma sua curva em C.
Não necessariamente.
A identificação das curvas pode variar conforme fabricante, origem e padrão utilizado.
Na linha Alpha Korea comercializada pela Garage Music utilizamos:
• A – Logarítmico
• B – Linear
• C – Reverse Log
Ao substituir um potenciômetro de outra marca, é importante considerar também a identificação utilizada pelo fabricante original.
Os dois tamanhos mais comuns encontrados em nossa linha são:
• Tambor grande – aproximadamente 24 mm
• Tambor pequeno – aproximadamente 16 mm
O tambor grande possui uma construção tradicional encontrada em muitos instrumentos.
O tambor pequeno ocupa menos espaço dentro da cavidade e pode ser uma boa opção quando existe limitação de espaço, além de oferecer bom custo-benefício.
O tamanho do tambor, sozinho, não determina que um potenciômetro seja eletricamente melhor que o outro.
Na reposição, observe principalmente o espaço disponível e as características da peça original.
Sim, pode ser possível, desde que as características elétricas e físicas sejam compatíveis.
Antes da substituição, precisam ser considerados:
• Resistência
• Curva
• Comprimento do eixo
• Espaço disponível na cavidade
• Diâmetro de instalação
• Tipo de eixo
• Encaixe do knob
Um potenciômetro de tambor grande pode simplesmente não caber no espaço onde originalmente existe um modelo compacto.
A escolha depende principalmente da forma como o potenciômetro é instalado.
EIXO CURTO
Normalmente utilizado quando o potenciômetro atravessa:
• Escudo
• Placa de controle
• Superfície fina
EIXO LONGO
Normalmente utilizado quando é necessário atravessar:
• Madeira do corpo
• Superfícies mais espessas
Por isso, a instalação é mais importante do que simplesmente considerar que determinado modelo de guitarra sempre utiliza o mesmo comprimento de eixo.
O knob precisa ser compatível com o eixo do potenciômetro.
Existem:
• Eixos estriados
• Eixos sólidos
• Diferentes padrões de estrias
• Knobs de pressão
• Knobs fixados por parafuso
Os potenciômetros Alpha Korea de eixo estriado trabalhados pela Garage Music possuem 18 estrias visíveis.
Antes da compra, compare o tipo de eixo com o potenciômetro original e com o knob utilizado no instrumento.
Não force um knob incompatível sobre o eixo.
Não faça a alteração antes de conferir as medidas.
Existem diferenças de construção entre potenciômetros, inclusive entre padrões métricos e imperiais.
Compare:
• Diâmetro da rosca
• Furo existente no instrumento
• Medidas da peça original
• Medidas do potenciômetro novo
Em uma reposição, encontrar uma peça fisicamente compatível pode evitar modificações desnecessárias no instrumento.
Um potenciômetro convencional possui normalmente três terminais relacionados à sua pista resistiva.
Se a peça possui mais terminais, dois tambores, dois controles no mesmo eixo ou uma chave acoplada, pode ser um potenciômetro especial.
Entre os modelos utilizados em guitarras e contrabaixos estão:
• Push Pull
• MN Blend
• MN AC Blend
• Concêntrico Duplo
• Potenciômetro com Click Central
• Estéreo Duplo
Alguns desses modelos podem ser visualmente parecidos e ainda assim possuir funcionamento diferente.
Por isso, a quantidade de terminais, sozinha, não é suficiente para determinar a compatibilidade.
O Push Pull reúne um potenciômetro e uma chave no mesmo componente.
O potenciômetro pode funcionar como Volume ou Tone, conforme o circuito, enquanto o acionamento do eixo ativa a chave.
Dependendo da ligação, essa chave pode ser utilizada para funções como:
• Coil Split
• Série/Paralelo
• Outras modificações na elétrica
A função final depende do circuito e da forma como o Push Pull é ligado.
O MN Blend é utilizado para controlar o balanço entre dois sinais, como dois captadores.
Uma configuração possível em contrabaixos é:
Volume Master + Blend + Tone.
Em vez de utilizar um Volume independente para cada captador, o Blend permite controlar o balanço entre eles.
Não.
Embora ambos possam ser utilizados em aplicações de balanço, possuem comportamentos elétricos diferentes.
Por isso, MN Blend e MN AC Blend não devem ser considerados substitutos diretos.
Em uma reposição, é importante identificar qual dos dois tipos faz parte do circuito original.
O potenciômetro Concêntrico Duplo permite colocar dois controles independentes no espaço normalmente ocupado por um potenciômetro.
Ele possui dois eixos concêntricos, permitindo ajustar separadamente cada seção.
É utilizado em diferentes projetos quando existe a necessidade de dois controles independentes sem acrescentar outro furo ao instrumento.
O click central cria uma referência mecânica perceptível durante a rotação.
Ele pode ser utilizado em circuitos nos quais é importante identificar uma posição central ou determinada posição de referência sem precisar olhar para o knob.
A presença do click central, sozinha, não determina a função elétrica do potenciômetro.
Não.
Existem diferentes configurações de circuito.
Uma configuração tradicional pode utilizar:
• 250K – Volume do captador do braço
• 250K – Volume do captador da ponte
• 250K – Tone
Outra configuração pode utilizar:
• 250K – Volume Master
• 250K – Blend
• 250K – Tone
O instrumento continua sendo um Jazz Bass, mas a função dos controles é diferente.
Por isso, o modelo do instrumento é uma informação importante, mas em algumas situações também precisamos considerar a configuração específica do circuito.
Se a inscrição estiver apagada ou você não souber identificar a peça, não é necessário realizar medições elétricas ou desmontar o instrumento por conta própria.
Comece pelas informações que você já possui:
• Marca do instrumento
• Modelo exato
• Ano, se souber
• Qual controle apresenta o problema
• Fotos da peça original, se possível
• Fotos das inscrições ou códigos ainda visíveis
A partir da marca e do modelo, podemos pesquisar especificações, diagramas e referências disponíveis do instrumento.
Quando essas informações não forem suficientes, as fotos da peça e do circuito podem ajudar a continuar a identificação.
Você não precisa conhecer os termos técnicos para entrar em contato.
Comece pelo que você sabe.
Envie para a Garage Music:
• Marca do instrumento
• Modelo exato
• Ano, se souber
• Qual controle precisa substituir
• Fotos da peça original
• Fotos dos códigos ou inscrições, se estiverem visíveis
Você não precisa identificar sozinho resistência, curva ou outras características técnicas.
Com essas informações, podemos pesquisar a configuração do instrumento, consultar especificações, diagramas e referências disponíveis e, quando necessário, solicitar outras informações para continuar a identificação.